A Carochinha foi uma bebé muito ansiada mas, por diversos motivos, já não era esperada. Após anos a tentar sem sucesso e com a diferença de idades para o mano R. a acentuar-se, começava a ser uma ideia menos presente. Confesso que me conformei com ficar apenas com um filhote apesar de eu mesma ter odiado ser filha única.
A chegada de um bebé teria de ser bem planeada pois como sou doente bipolar, doença que abordaremos noutro post, teria de cessar a medicação, reforçar o acido fólico e ter muito juizinho antes de pensar em começar a tentar. Pois bem, fiz isso tudo antes, antes quando planeei, quando tentei e exasperei.
Em Janeiro, para minha surpresa, os enjoos e fraquezas que sentia e associava a uma gripe afinal revelaram ser um bebé.
Fiz o teste a contragosto porque já me achava "imune" à gravidez. Fiz o teste quando uma colega perguntou "olha lá, não estares grávida?" após mais uma quebra de açucares ao final do dia. Nesse dia o teste deu negativo. Sorri e disse "Tás a ver??".
Dois dias depois, muitas dores no peito, mais dois dias "choques" ao fazer movimentos como levantar-me mais depressa - "Oi, que eu só senti isto quando estava grávida! Não pode ser. E era, fiz um teste....ia deitar fora quando a risquinha apareceu. "Nahhhhhhhh, isto caiu ao chão e deve ser por isso, a risquinha é tão clara!". Segundo teste, risquinha, "opáaaaa".
Nesse momento confesso que o que senti foi um misto de alegria por um desejo realizado mas muito muito medo! Medo por este bebé estar a tomar a minha medicação, por todos os efeitos que isso poderia ter nele, por o risco de problemas graves e aborto ser elevado. MEDO, enorme, GIGANTE!
A partir deste dia começou um acompanhamento intenso que se prolongou toda a gravidez no Hospital De Cascais. Falarei em breve da minha gravidez de risco e tudo o que isso implicou.
Para já ficam com este relato de como duas risquinhas vieram mudar a minha vida!
Até breve!

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